O Acidente Vascular Cerebral (AVC), conhecido popularmente como “derrame cerebral”, é uma doença que acomete e incapacita milhões de pessoas. tanto no Brasil quanto no mundo.
O fator que origina a doença é a obstrução, ou o rompimento de vasos sanguíneos do sistema nervoso que levam oxigênio ao cérebro. Com isso, o fluxo sanguíneo para essa região do corpo é interrompido, o que pode acarretar sequelas brandas, graves ou irreversíveis, além de, em casos extremos, levar o paciente ao óbito.
Fatores de risco
A maioria dos casos de AVC ocorre em pessoas com mais de 50 anos que, além da idade avançada, apresentam alguns fatores de risco.
Contudo, isso não é uma regra. Existe a possibilidade de o AVC isquêmico ou o hemorrágico ocorrer em pessoas mais jovens e que não apresentam nenhum dos fatores de risco. Nesses casos, pode haver algum tipo de alteração na coagulação sanguínea ou doenças inflamatórias dos vasos, como, por exemplo, anticorpo antifosfolipídio, fator V de Leiden, Lúpus ou vasculites. Contudo, as chances de isso acontecer são muito menores.
Dentre os fatores de risco mais comuns e perceptíveis, podemos destacar:
- diabetes;
- tabagismo;
- hipertensão;
- colesterol alto;
- obesidade;
- problemas cardíacos.
Sintomas
Pode ser difícil identificar um AVC, assim que ele ocorre. Ele pode apresentar sinais muito sutis e é preciso atenção do paciente e de familiares para que a identificação seja eficaz.
Deve-se ressaltar que, caso os sintomas sejam identificados, é necessário procurar ajuda o mais rápido possível. Cada minuto tem uma importância enorme para o sucesso no tratamento e recuperação sem nenhuma sequela.
Para verificar se houve realmente um AVC, existem diversos testes que familiares devem fazer, junto aos pacientes, para constatar se algum dos sintomas seguintes está presente:
- alterações motoras;
- distúrbio sensitivo;
- alteração no nível de consciência;
- perda de visão;
- distúrbio de linguagem;
- fraqueza de um lado do corpo ou perda da sensibilidade de um lado do corpo;
- paralisia de um lado do corpo.
Causas, tipos de AVC e seus respectivos tratamentos
Existem dois tipos de AVC, que se diferem de acordo com a causa que os originou, ou o local onde ocorre a interrupção do fluxo sanguíneo. São eles:
Acidente vascular cerebral isquêmico
Esse tipo de AVC se caracteriza pela obstrução de uma das artérias do cérebro, o que causa a interrupção do fluxo sanguíneo para o sistema nervoso. É o mais comum e compreende 85% dos casos.
O tratamento do AVC isquêmico é feito com a desobstrução da artéria afetada, visando a rápida normalização do fluxo sanguíneo, para que não ocorram sequelas irreversíveis no paciente.
Acidente vascular cerebral hemorrágico
Esse AVC ocorre quando há o rompimento total do vaso sanguíneo, causando sérias hemorragias cerebrais, que também podem impactar no fluxo sanguíneo do local.
O tratamento, nesse caso, foca na contenção da hemorragia ocorrida. Após a contenção, é preciso trabalhar na prevenção de futuras hemorragias, com a administração de medicamentos que atuarão nesse sentido.
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