Alzheimer

Como funciona o tratamento não farmacológico do Alzheimer?

A doença de Alzheimer acomete, principalmente, os idosos. Até o momento, a doença não tem cura. Contudo, com a evolução da medicina, foi possível desenvolver tratamentos que oferecem uma melhor qualidade de vida aos indivíduos acometidos. O tratamento não farmacológico do Alzheimer é uma das boas alternativas. Sabe como funciona esse tipo de tratamento? É mais simples do que parece. Continue a leitura para saber como ele funciona e como pode ajudar as pessoas que sofrem com o mal de Alzheimer.

O que é Alzheimer?

É uma anomalia neurodegenerativa, que provoca perda das funções cognitivas. O primeiro sinal da manifestação da doença é a perda da memória recente. A pessoa se esquece dos episódios que aconteceram no dia anterior, mas lembra precisamente dos fatos ocorridos há muito tempo. Quando o Alzheimer se instaura no organismo, provoca um distúrbio no processamento de algumas proteínas do sistema nervoso central. Esse distúrbio faz com que fragmentos dessas proteínas tóxicas fiquem dentro dos neurônios. A toxicidade causa a perda progressiva de neurônios no hipocampo e no córtex cerebral.

Quais são as opções de tratamento?

Como ainda não há cura para o mal de Alzheimer, os tratamentos buscam proporcionar mais tempo de vida e mais qualidade. Eles também podem interromper o avanço da doença, garantindo a autonomia do doente. Os tratamentos podem ser farmacológicos ou não farmacológicos. De acordo com os estudos, alguns dos sintomas apresentados são causados pela redução da substância acetilcolina no cérebro.

Assim sendo, um dos tipos de tratamento farmacológico atua nessa substância, a fim de interromper a sua degradação no cérebro. Outra alternativa são os fármacos à base de memantina. A memantina é uma substância que combate a intoxicação das células cerebrais.

Entretanto, essa alternativa é prescrita nos casos mais graves do mal de Alzheimer. É importante esclarecer que o uso dessas substâncias só deve ocorrer se houver a prescrição médica. Toda reação ou alteração ao tratamento farmacológico precisa ser comunicada ao médico.

Como é o tratamento não farmacológico?

Como o nome diz, o tratamento não farmacológico do Alzheimer consiste em alternativas de estimulação cognitiva, social e física, sem uso de medicamentos para inibir a progressão da doença. O objetivo desse tratamento é manter o cérebro ativo, por meio de atividades que desenvolvem as funções cognitivas, tais como atenção, memória e linguagem. Uma regra essencial para que a estimulação ofereça reais benefícios é a realização de tarefas ou atividades pelas quais o indivíduo já tinha interesse em fazer antes do diagnóstico. Dessa forma, haverá maior aceitação da parte dele. Outro ponto de atenção é evitar que haja sobrecarga de atividades ou frustração por não se conseguir realizar a tarefa proposta. Geralmente, o tratamento não farmacológico tem as seguintes tarefas:
  • Trabalhos na cozinha: caso a condição do indivíduo permita, ele pode ajudar limpando a mesa do jantar, mexendo os ingredientes ou arrumando o armário.
  • Estimulação social: o contato com outras pessoas, sejam da mesma condição, idade e gênero, ou não, estimula o cognitivo. Por isso, o tratamento compreende as atividades de lazer, culturais, celebrações em família, terapia em grupo e afins.
  • Exercícios aeróbicos: caminhada, natação, hidroginástica e Pilates são algumas possibilidades indicadas. A atividade física estimula a coordenação motora, o equilíbrio e melhora a função respiratória.
  • Estímulo do raciocínio: o estímulo cognitivo é fundamental para controlar o avanço da doença. Incentivo à leitura, exercícios de aritmética, jogos de tabuleiro e atividades em grupo são bons exemplos.
Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como neurologista em Porto Alegre.

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