síndrome antifosfolipídica

Síndrome Antifosfolipídica: como ela afeta o sistema nervoso?

A Síndrome Antifosfolipídica (SAF) é uma doença reumática autoimune em que o organismo produz trombos, ou coágulos, nos vasos sanguíneos. Podem afetar diversas artérias ou veias do corpo, inclusive o sistema nervoso. Os anticorpos ligados à membrana do fosfolipídios, que atuam contra a iniciação da coagulação, atacam as superfícies celulares pró-coagulantes deixando-as expostas e causando a trombose arterial ou venosa. A incidência da SAF na população não é bem conhecida, porém, as mulheres são mais afetadas do que os homens, particularmente em pessoas mais jovens.

A Síndrome Antifosfolipídica e sua relação com o sistema nervoso

Em alguns casos, os pacientes com a SAF apresentam trombose generalizada nos microvasos que irrigam os órgãos do corpo, ocasionando também defeitos neurológicos. Chamada de SAF catastrófica, o tratamento é realizado com doses elevadas de corticoide, anticoagulante, entre outros. A partir dessa ocorrência podem surgir alguns problemas no sistema nervoso do paciente. O acidente vascular cerebral (AVC) é a evidência mais frequente e pode comprometer qualquer parte da extensão encefálica, como o cérebro, tronco encefálico ou medula espinal. O AVC é a obstrução da circulação cerebral sanguínea, causando paralisias agudas em metade do corpo (Hemiplegia), dificuldade de fala e alterações de sensibilidade. Em pacientes abaixo dos 50 anos de idade que sofreram AVC, é recomendado a investigação da SAF. Outras manifestações clínicas podem estar associada à SAF, como a demência, a amaurose fugaz, a coreia e a psicose. A epilepsia e a mielite transversa também podem estar associadas a essa síndrome. Existem ainda alguns quadros neurológicos em que os anticorpos antifosfolípides foram identificados, como enxaquecas, esclerose múltipla, a síndrome de Guillan-Barré, surdez neurossensorial e polineuropatia desmielinizante.

Diagnóstico e tratamento

Para o diagnóstico da SAF, é realizado exames laboratoriais, como o que mede as proteínas plasmáticas totais (PTT). Este exame verifica os padrões das proteínas do plasma, compostas pela albumina e pela globulina. O PTT é realizado em pacientes que foram ou serão submetidos a algum procedimento invasivo ou para os pacientes que apresentam hemorragia ou coagulação sem motivo aparente.

Tratamento da Síndrome Antifosfolipídica

Os pacientes diagnosticados com a síndrome antifosfolipídica ou que apresentam os exames positivos sem manifestações clínicas, devem ser esclarecidos quanto aos fatores de risco. Esses fatores de risco relacionados a trombose, incluem a obesidade, diabetes tipo I e II, pressão arterial elevada e tabagismo. É recomendado que esses pacientes evitem o sedentarismo e adotem uma qualidade de vida melhor. A prática de exercícios físicos e uma dieta balanceada rica em fibras auxiliam nessa melhora. Mulheres com exames positivos, mesmo sem a presença de trombose, devem evitar o uso de anticoncepcionais ou terapias de reposição hormonal. Para mulheres grávidas, a prevenção de abortos em pacientes diagnosticados é realizado por medicamentos associados. As tromboses arteriais ou venosas são medicadas com anticoagulante. O tratamento aos pacientes com a síndrome antifosfolipídica é feito pelo resto da vida. O alvo terapêutico é definido pelo resultado da coagulação de pacientes que apresentaram trombose venosa ou trombose arterial. Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como neurologista em Porto Alegre

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