epilepsia

Epilepsia: mitos e verdades

A epilepsia é uma enfermidade de ordem cerebral, crônica, caracterizada pela recorrência de crises epilépticas que fogem ao controle do indivíduo afetado. 

De acordo com o Ministério da Saúde, estima-se que a prevalência mundial de epilepsia ativa seja de aproximadamente 0,5% a 1% da população. Entre os pacientes, em torno de 30% continuam a ter crises, sem remissão, mesmo quando fazem uso de medicamentos anticonvulsivantes.

Entre os indivíduos ocidentais, a incidência é de um caso para cada duas mil pessoas por ano. Em geral, a incidência é maior durante o primeiro ano de vida e aumenta a partir dos 60 anos.

Existem muitos equívocos acerca da condição de uma pessoa epiléptica. Neste artigo, falaremos um pouco mais sobre os mitos e verdades acerca da doença, para desmistificar algumas noções e auxiliar no desenvolvimento do conhecimento acerca da epilepsia. Confira.

Mitos sobre a epilepsia

É uma doença contagiosa

Não, isso não procede. Esta não é uma enfermidade contagiosa de forma alguma, uma vez que é neurológica. Conviver com pessoas epilépticas não implica em nenhum risco.

Pessoas que apresentam convulsões são epilépticas 

Não necessariamente. Crianças com menos de cinco anos, quando estão com febre muito alta, podem ter convulsões. Doenças como a meningite, em alguns casos, também podem engatilhar crises.

Um diagnóstico médico e preciso se faz necessário para descartar qualquer anomalia. Até que haja confirmação de um especialista, por meio da análise das crises convulsivas e do histórico médico do paciente, não podemos afirmar que um indivíduo é epiléptico.

Indivíduos afetados não podem dirigir

De acordo com a Associação Brasileira de Educação de Trânsito, pessoas diagnósticas podem dirigir, desde que estejam sob uso de medicação e não tenham apresentado crises por um ano. A confirmação médica, por meio de laudo, é primordial para que a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) possa ser tirada.

Epilépticos podem engolir a língua durante uma crise

De forma alguma. É impossível engolir a língua. Inserir os dedos na boca do paciente durante uma crise é perigoso para ambos os lados: podem ocorrer lesões graves nos dedos inseridos, assim como lesões dentárias e na mucosa da pessoa epiléptica.

Se você presenciar uma crise, vire a pessoa de lado e proteja-a de possíveis ameaças. A crise costuma passar em alguns minutos.

Verdades sobre a enfermidade

É possível ficar consciente durante uma crise

As crises epilépticas têm causas distintas e também se manifestam de forma diferente. Assim, é totalmente possível que uma pessoa mantenha a consciência durante um evento do tipo.

Há medicamentos que podem controlar as crises de forma verdadeiramente significativa

A Liga Brasileira de Epilepsia confirma que cerca de 70% dos casos são facilmente controlados após a inserção do medicamento correto na rotina do paciente.

Ansiedade, estresse e situações de nervoso extremo podem desencadear crises

Consideramos estas situações como gatilhos para crises epilépticas, mesmo em indivíduos que estão sob tratamento.

Epilépticos podem ter uma rotina normal

Com o medicamento correto e auxílio clínico, pessoas nesta condição podem dirigir, passear, praticar esportes, trabalhar e estudar sem nenhum problema. A maior parte dos casos de epilepsia, como já comentamos, é controlada com sucesso.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como neurologista em Porto Alegre

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