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Como familiares devem lidar com o paciente de Alzheimer?

Alzheimer: eis uma enfermidade que, embora bastante conhecida, ainda causa um bom número de dúvidas. 

Não só, na verdade: muitas pessoas, mesmo aquelas que possuem um familiar com esta doença, não sabem ao certo como devem lidar com ele, ou quais atitudes devem tomar para melhorar a qualidade de vida do paciente e a sua relação com a família em geral.

Neste artigo, falaremos um pouco sobre o Alzheimer em si, mas daremos também algumas dicas e sugestões para que as pessoas próximas possam compreender os estágios da doença e os seus efeitos no corpo e na mente de seus entes queridos. Se este assunto lhe é interessante, prossiga com a leitura.

O que é Alzheimer?

É uma doença que provoca deterioração das funções cerebrais, fazendo com que os indivíduos afetados sofram de perda de memória, dificuldades de comunicação, alteração das funções cerebrais e disfunções motoras diversas.

Como se pode imaginar, as pessoas que são atingidas por esta enfermidade – cujos sintomas acometem cerca de 10% dos idosos com mais de 65 anos e porcentagens até maiores de indivíduos acima dos 85 anos – perdem a capacidade de tomar conta de si mesmas. Assim, exigem monitoramento constante e bastante cuidado.

Ainda não há razões comprovadas para o desenvolvimento desta e de outras doenças similares. Acredita-se que haja predisposição genética para o seu surgimento, embora levante-se a hipótese de que ela pode ser resultado da deficiência de algumas enzimas específicas ou da infecção por algum agente desconhecido.

Não há cura disponível, embora a ciência esteja em busca de tratamentos que possam atenuar a evolução da doença ou mesmo revertê-la, em especial durante o seu estágio inicial.

Como cuidar de um paciente com a doença?

Esta enfermidade causa bastante desconforto ao doente, mas também ao familiar: graças à sua evolução, que é bastante severa, o paciente precisa ser seguido de perto, para que não coloque-se em risco ou atente contra a própria integridade.

É recomendado aos familiares que busquem tratamento psicológico, como forma de lidar com a nova realidade e com a percepção de que a doença, que tende a causar desgaste e preocupação gerais, precisa ser enfrentada. Este é o primeiro passo.

Em segundo lugar, existem algumas práticas que podem ajudar a lidar com o indivíduo afetado por quadros de demência. Seguem algumas delas abaixo:

Incentivar a autonomia

Especialmente nos estágios iniciais da doença, quando o paciente ainda consegue ter bastante controle de si, vale incentivá-lo a fazer as coisas sozinho. Pequenos atos, como tomar banho, vestir-se ou abotoar uma camisa já fazem diferença.

Controlar a alimentação e os hábitos

Não permita que o indivíduo com Alzheimer faça a ingestão de alimentos pobres em nutrientes; prefira alimentação regrada e em horários específicos.

Exercícios devem ser estimulados, assim como atividades de socialização. Converse com os seus filhos, sobrinhos, amigos e com os demais familiares, incentivando-os a conversar com a pessoa doente, mesmo que ela tenha dificuldade de manter uma conversa ou repita a mesma narrativa.

Criar uma rotina

Espalhar pequenos recados, com instruções simples, pode ajudar o doente a se localizar melhor no espaço da casa – mesmo que ele já o conheça. 

Acordar sempre na mesma hora, dormir nos mesmos horários e não trocar os móveis de lugar são algumas das atitudes que podem ser adotadas para minimizar a estranheza do paciente.

Utilizar adereços de identificação

Há casos em que o doente, ao perceber-se em um local que não reconhece, busca maneiras de fugir. Caso isso aconteça, ele precisa de ajuda para ser recolhido e voltar à sua casa.

A melhor maneira de sinalizar que o paciente precisa de ajuda é através de uma pulseira ou adereço de identificação, o qual deve possuir o nome da pessoa, o seu diagnóstico clínico e, abaixo, o nome e o telefone dos responsáveis por ele.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como neurologista em Porto Alegre

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